Bary Berghmans está em Fortaleza ministrando curso sobre incontinência urinária,
nos dois sexos (Foto: Denise Mustafa)

Médico holandês divulga tratamento

Não há problema de saúde que não interfira na qualidade de vida do ser humano. A incontinência urinária, que atinge mulheres e homens, é um exemplo. Seu aparecimento, alerta o holandês Bary Berghmans, doutor em Epidemiologia Clínica e especialista em Tratamento Conservador do Assoalho Pélvico, pode interferir diretamente nas relações sociais, familiares e, inclusive, sexuais.

Basicamente, a incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Pode acontecer acidentalmente, quando a pessoa espirra ou tosse, por exemplo, ou por urgência de urinar. O que muitos ainda não sabem, entretanto, é que a cirurgia não é o único mecanismo para sanar esse problema.

E é com a proposta de divulgar as técnicas de diagnóstico e tratamento fisioterapêutico das incontinências urinárias, e principalmente capacitar os profissionais da área, que Berghmans está em Fortaleza ministrando curso, até hoje, na Clínica Interdisciplinar Harmonia Materno Infantil.

Na opinião do especialista, os brasileiros são menos educados em saúde do que os europeus e dão pouca importância aos problemas ligados ao assoalho pélvico (períneo). Aqui, as mulheres acham normal ter incontinência, principalmente após um ou mais partos e com o avançar da idade, enquanto os homens sentem-se envergonhados. Neles, as incontinências em geral são decorrentes de cirurgias da próstata.

De acordo com Berghmans, nos últimos dez anos a fisioterapia vem se desenvolvendo nessa área. E por esse caminho, ressalta o especialista, os pacientes podem ser tratados rapidamente. Cerca de 35% das mulheres e 50% dos homens ficam completamente curados.

A adoção desse tratamento conservador pode, inclusive, segundo Berghmans, reduzir os gastos. Já que, com o problema, muitos pacientes são obrigados a usar fraldas descartáveis. “Também faltam campanhas preventivas. É preciso investir nesse caminho”, diz.

Fonte: Diário do Nordeste
Fortaleza – Ceará – 09 de fevereiro de 2008